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Ligações Perigosas - Choderlos de Laclos

Voltei!

Após essa demorada leitura com o livro Ligações Perigosas, venho dar minhas impressões. A primeira, já digo, que é muito bom de se ler, pois as cartas, acredito eu, te aproximam da história, como se você fosse cúmplice dos casos que ocorrem durante toda a narrativa.

O enredo é composto por cartas de principalmente cinco personagens. A primeira é a Cécile Volanges, que no início desabafa com uma amiga sobre a angústia de ter saido do convento para casar, sem entender muito bem o porquê. Vemos que é uma pessoa jovem, muito ansiosa. Cécile é amiga de uma mulher viúva de personalidade muito marcante conhecida como Marquesa de Merteuil. Não se trata de uma mulher de muito boa fama na época, mas é, para mim, a personagem mais interessante. Ela é meio ambígua e trabalha tanto como vilã, mas como heroína. Esta estimula que a Cécile, que está prometida a casar com um homem, reconheça seus sentimentos pelo Cavaleiro Danceny, por isso, tudo tem que ser muito escondido e planejado, mas como o casal é bem novo, eles são intensos e apaixonados, sofrendo muito por essa relação secreta. Para conseguir fazer uma ponte entre os dois, pediram ajuda logo ao libertino Visconde de Valmont que é, um tanto secretamente, o melhor amigo da Marquesa de Merteuil. Ele tem uma péssima fama de desonrar as mulheres, manipulá-las e depois as largar e ele, logo no começo do livro, tenta colocar a Presidenta de Tourvel em seu jogo de sedução, mas ela, já avisada pelas amigas, resiste enquanto pode ou enquanto consegue.


As cartas da Marquesa com o Visconde são, sem dúvida, as mais claras, sem drama e verdadeiras de todo o enredo. Para a Presidenta, ele se mostra amoroso, faz de tudo para se tornar seu amante e mente sem o menor problema. Porém, quando ele começa a se envolver demais com a pequena Cécile Volanges, a narrativa se complexifica e os personagens vão se misturando até criar um nó amoroso.

De leitura bem leve e agradável, Ligações Perigosas quebra um pouco aquele cliché de que romances de época precisam ser óbvios e chatos. Mesmo para quem não gosta desse estilo literário, fatalmente se envolverá na história e terá opiniões sobre ela como eu que acho que o Visconde deveria ter ficado com a Marquesa. 

E a próxima leitura? Bem, ainda estou decidindo! Mas logo logo conto.
Abraços e até o próximo post.

Perigo com Choderlos de Laclos

Olá, amigos leitores!

Para a alegria ?  de vocês, eu ainda não estou com o livro lido, então, se for do interesse de vocês, ainda dá para acompanhar. A obra que estou lendo do momento, na tradução da Editora Anima, se chama Ligações Perigosas do Choderlos de Laclos. Digo isto porque esse livro é mundialmente conhecido como As Relações Perigosas, que é uma expressão corriqueira dentro do enredo. Fugi um pouco e não propositalmente dos romances contemporâneos, mas estou gostando bastante do livro, infinitamente mais do que Os Maias e outras obras que li, que se encaixa no gênero de Romances Libertinos.

Apesar disso, como se trata de um livro de 1782, não há um décimo do erotismo que ocorre nos contemporâneos, como vi no Milan Kundera e o Rubem Fonseca. Trata-se muito mais sobre a questão da traição, dos romances escondidos e a tentação de cair em um. Mesmo sendo formado por cartas seguidas, sem nenhuma narração, não se perde muitas informações e a história é bem coerente. Estou na página 112 e confesso nem ter passado pela minha cabeça a possibilidade de desistir da leitura diferente de muitos outros livros chatos que necessitam de uma insistência. 

É uma leitura boa, mesmo para pessoas como eu que não são muito fãs de romances de época. Encara o desafio?

Em breve, quando acabar o livro, retomo para contar os segredos desse perigo todo. 
Boas leituras